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Paulista FC

Toda história tem suas origens.

“Origens” nasceu de um mergulho na história do Paulista e de Jundiaí. Dos trilhos à Terra da Uva, símbolos que ajudaram a construir a identidade da cidade se tornaram ponto de partida para uniformes, produtos e comunicação.

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Paulista + Jundiaí

Uma história que se confunde com a própria cidade.

Para entender o Paulista, primeiro é preciso entender um pouco de Jundiaí.

A cidade já tinha mais de dois séculos de história quando, em 1865, foi elevada oficialmente à categoria de cidade. Dois anos depois chegavam os trilhos da São Paulo Railway e, nos anos seguintes, a ferrovia se tornaria uma parte importante do desenvolvimento de Jundiaí.

Foi nesse ambiente ferroviário que começou também a história do Paulista.

Em 17 de maio de 1909, funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, simpatizantes e antigos jogadores se reuniram diante da Locomotiva nº 34 para fundar o Paulista Futebol Clube.

É aqui que as duas histórias começam a se misturar.

Os trilhos ajudaram Jundiaí a crescer, movimentaram trabalhadores e famílias e também fizeram parte do ambiente que deu origem ao clube que levaria o nome da cidade para dentro de campo.

É difícil contar a história do Paulista sem passar pela história de Jundiaí.

Prancha de pesquisa histórica: mosaico de fotografias em preto e branco do clube e da cidade, entre elas o time identificado na peça como campeão amador do interior de São Paulo em 1921/1922, a estação Jundiahy, um anúncio da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí e um time dos anos 1990.
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Eu cresci no meio dessa história

E aqui essa história começa a ficar um pouco mais pessoal.

Na minha família, o Paulista sempre esteve presente. Principalmente através da minha avó, Marina, que acompanhava todas as manhãs as notícias do clube pelo rádio.

Cresci em Jundiaí vendo o Paulista fazer parte da rotina da cidade e vivi de perto alguns dos momentos mais marcantes dessa história.

Prancha de recordações: Gianluca criança, de camisa do Paulista, agitando uma bandeira "Campeão Jundiaí"; o time perfilado diante do painel da Copa do Brasil de 2005; a escalação desenhada; jogadores com a medalha no pescoço; a torcida com as bandeiras nas arquibancadas; um cachecol do clube; uma cartela com escudos antigos; e a comemoração com a taça no gramado.
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2005

O ano em que Jundiaí ganhou o Brasil.

O Paulista chegou à Copa do Brasil de 2005 sem ser favorito.

No caminho até a decisão, enfrentou Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense e Cruzeiro. Até chegar ao Fluminense.

Na primeira partida da final, 14.573 pagantes ocuparam o Jayme Cintra para ver o Paulista vencer por 2 a 0.

Uma semana depois, o empate em São Januário confirmou o maior título da história do clube:

o Paulista era campeão da Copa do Brasil.

Eu era criança naquela época e acompanhei aquela campanha de perto, inclusive no estádio em uma das partidas. Tenho até hoje registros daquele período e de uma fase em que o Paulista ocupava um espaço enorme no futebol e na própria cidade.

2005 campeão da
Copa do Brasil
14.573 pagantes na primeira
partida da final
2 × 0 Paulista x Fluminense
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Nem toda história é feita só de títulos.

Em 2017, já vivendo outro momento, o Paulista voltou a ganhar destaque nacional com uma campanha perfeita na Copinha.

Foram oito partidas e oito vitórias até a classificação para a final.

Mas a decisão nunca aconteceu.

Uma irregularidade na documentação de um dos atletas levou à eliminação do Paulista e transformou uma das melhores campanhas de sua história recente em um episódio de enorme repercussão.

Nos anos seguintes, o clube continuaria sua queda até chegar, em 2023, à última divisão estadual.

Mas a relação com a cidade continuava ali.

Em 2024 veio um acesso. Em 2025, outro. E cerca de 8,9 mil pessoas foram ao Jayme Cintra no jogo que confirmou a segunda subida consecutiva.

Talvez esse número diga mais sobre essa relação do que qualquer frase sobre paixão.

O Paulista podia estar em outra divisão. Continuava sendo o Paulista de Jundiaí.

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E se eu fizesse a camisa do Paulista?

Durante todo esse tempo, uma ideia aparecia vez ou outra: como eu poderia contribuir com o clube através do meu trabalho?

Até que um dia vi uma publicação do Paulista.

Olhei para o uniforme e lembro de pensar:

“Isso não parece o Paulista.”

O clube já atravessava uma fase difícil dentro de campo e aquela imagem me fez enxergar também uma oportunidade de resgatar um pouco da sua identidade visual.

Foi quando uma vontade antiga ganhou força:

“E se eu fizesse o uniforme do Paulista?”

As ideias eu já tinha. Faltava tirar aquilo da cabeça, transformar em projeto e, principalmente, ter coragem de levar até o clube.

Desenvolvi três propostas por iniciativa própria e procurei o Paulista para apresentá-las.

Não existia briefing. Não era um trabalho encomendado. Era uma ideia que eu acreditava que poderia funcionar.

E funcionou.

O projeto abriu as portas para uma relação profissional com o clube e trouxe uma pergunta ainda mais importante:

Se eu queria criar algo que realmente parecesse o Paulista, onde deveria procurar essa identidade?

A resposta estava ao redor do estádio o tempo todo.

Em Jundiaí.

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Origens

Toda história tem suas origens.

Quando comecei a pesquisar, percebi que não fazia sentido separar Paulista e Jundiaí.

O clube nasceu dentro da história ferroviária da cidade, cresceu carregando seu nome e atravessou gerações junto com ela.

Foi daí que surgiu Origens.

Uma forma de olhar para essas histórias não apenas como passado, mas como matéria-prima para criar algo novo.

E dois caminhos se tornaram os principais pontos de partida:

Trilhos
A origem do clube.
Terra da Uva
A identidade da cidade.
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De volta aos trilhos

Tudo começou onde o Paulista também começou.

Se o Paulista nasceu entre ferroviários, fazia sentido que os trilhos voltassem para a camisa.

A ideia foi partir de um dos elementos mais reconhecíveis do uniforme do clube — suas listras — e reconstruí-las através da ferrovia.

Em vez de simplesmente criar novas listras em vermelho, preto e branco, os próprios trilhos passaram a formar essas listras.

Prancha da campanha "De volta aos trilhos": a camisa listrada em vermelho, preto e branco fotografada sobre dormentes de ferrovia, com detalhe do escudo bordado, a peça pendurada, um torcedor vestindo o uniforme e a numeração 10 nas arquibancadas.
Trilhos
A origem ferroviária transformada na estrutura das listras.
Identidade
Vermelho, preto e branco mantidos como base da camisa.
Detalhes
O conceito levado para acabamentos, aplicações e materiais da coleção.
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Terra da Uva

A primeira camisa roxa da história do Paulista.

Depois dos trilhos, existia outra coisa sobre Jundiaí que sempre me pareceu muito óbvia.

Jundiaí é conhecida como Terra da Uva.

A uva está na história da cidade, nas festas, nos produtores, nos bairros e na forma como Jundiaí construiu parte da sua própria identidade.

E eu sempre voltava para uma pergunta:

“Como Jundiaí é a Terra da Uva e o Paulista nunca teve uma camisa roxa?”

Parecia uma conexão esperando para acontecer.

Foi assim que nasceu a ideia de fazer algo completamente diferente do que o clube já havia vestido.

Em 2022, pela primeira vez entre os uniformes de jogo historicamente documentados do Paulista, o roxo se tornou a cor protagonista de uma camisa do clube.

Uma camisa que o Paulista nunca tinha vestido, inspirada em uma história que Jundiaí sempre contou.

Prancha da campanha "Terra da Uva": o uniforme roxo com monograma dourado e grafismo de parreira, fotografado no meio de um vinhedo ao pôr do sol, com detalhes do bordado, das folhas de videira e dos patrocinadores.
Roxo
Uma cor inédita como protagonista de um uniforme do Paulista.
Uva
O cacho transformado em parte da linguagem gráfica da camisa.
Monograma histórico
Um símbolo antigo do Paulista recuperado para a coleção.
Dourado
Aplicado aos detalhes e ao monograma, criando contraste com o roxo.
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Dentro e fora de campo

O trabalho não parou nas camisas.

A relação com o Paulista acabou crescendo e, ao longo desse período, participei da criação de diferentes uniformes, produtos, campanhas e peças de comunicação.

A identidade do clube passou por diferentes formatos e momentos, dentro e fora de campo.

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A história foi parar em outros lugares.

Com os lançamentos, os projetos começaram a chamar atenção também fora do clube.

As camisas, os conceitos e as histórias por trás das criações apareceram na imprensa local, em veículos especializados e chegaram também à televisão.

  • TV TEM · Globo

    A história na televisão.

    Assistir à reportagem no Globoplay
  • Tribuna de Jundiaí

    De fã a parceiro. A história por trás da criação.

    Ler a matéria
  • O Novo Dia

    Paulista lança camisa com detalhes que remetem aos trilhos da ferrovia

    Ler a matéria
  • Jornal de Jundiaí

    O lançamento da camisa inspirada na origem ferroviária.

  • Mantos do Futebol

    A Terra da Uva transformada em camisa.

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Reconhecimento

E a cidade também fez parte do último capítulo.

O trabalho desenvolvido para o Paulista acabou trazendo um reconhecimento que ganhou um significado especial justamente por tudo que inspirou o projeto.

Recebi uma Carta de Reconhecimento da Prefeitura de Jundiaí pelo trabalho desenvolvido nos uniformes do clube.

Prefeitura de Jundiaí

Carta de Reconhecimento pelo trabalho desenvolvido nos uniformes do Paulista FC.

Algumas histórias nós assistimos.
Outras, temos a oportunidade de ajudar a contar.

Gianluca Costa ao lado da avó, Marina, que veste a camisa do Paulista com as listras desenhadas a partir dos trilhos.
A mãe de Gianluca, de boné, com o cachorro no colo e vestindo a camisa do Paulista com as listras desenhadas a partir dos trilhos.